Mostrando postagens com marcador Liderança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Liderança. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 22 de março de 2012

Valorizar para Motivar versus Depreciar para Apequenar

        A grandeza de um líder está na capacidade de tornar grande cada pessoa do seu país, do seu concelho, da sua freguesia ou da sua equipa... Considero os nossos líderes muito pequeninos... Serão micro? Serão nano? Tudo está no tamanho da alma e no coração que lhe dá vida! Ou melhor... acredito que todas as pessoas têm o mesmo tamanho de alma e coração, a questão está, apenas e só, na força interior para se libertarem de muitas grades e correntes que enclausuram a alma e o coração. Isto define o carácter de uma pessoa e é que a torna grande ou pequena. 
        Os nossos líderes, por serem muito pequenos e de uma fraqueza enorme enquanto seres humanos (repito, têm toda a grandeza enclausurada), vivem com muitos medos. O medo de um povo forte é mesmo um pavor ou uma espécie de fobia para os poderes político e económico. Construíram um pedestal de vidro e vivem numa redoma de onde, de vez em quando deixam cair umas migalhitas, para que o povo as apanhe e, no desespero da fraqueza física, as apanhe e chore por mais... E, lá de cima... alguém diz "Não sejam piegas!". Muito estimulante, para um líder!
        Apenas relembro uma ou duas coisitas... Primeiro, o pedestal é de vidro! Em segundo lugar, a fraqueza do povo é apenas física e anímica, contudo a alma e o coração estão desencarcerados. Ao longo da história, a variável tempo acabou sempre por dar razão àqueles que se libertaram de correntes como o egoísmo, a ganância e a inveja! É tudo uma questão de tempo...
        Enfim... quase sempre, quando começo a escrever, tendo a divagar e a dispersar-me um pouco. Há pouco mais de uma ano (9 de Janeiro de 2011), Margarida Rufino divulgava no "Jornal de Cascais", alguns dos resultados do Relatório PISA e que passaram ao nosso lado pela censura dos primeiros órgão de comunicação social (controlados direta ou indiretamente pelos poderes político e económico). Na altura, recebi por e-mail esta notícia, como que se de contrabando tratasse. Hoje, ao abrir a minha caixa de e-mail, voltei a recebê-la, enviada por uma amiga. Não posso deixar de a publicar, neste meu tenro blog. Curioso ou não, os estudos encomendados pelos nossos governantes, apelidam (sempre) o seu povo residente de: incompetente, preguiçoso, pouco produtivo (isto é uma "mentira pegada", pois todos os que emigram não o são). As evidências têm, infelizmente, de vir de "fora de portas", porque cá (e para todas as classes profissionais), o que interessa é depreciar para apequenar o povo ... e REINAR! 
        Deixo-vos a Notícia de Margarida Rufino, que traduz o amor e dedicação de uma classe profissional do nosso país, mas que, sem qualquer sombra de dúvida, é uma realidade em todas as classes profissionais. Muito trabalho, muita dedicação, muita alma, muito coração ... Amigos políticos, amigos senhores "donos do mundo"... relembro, o pedestal é de vidro!

        " No meio da crise sócio/económica e do cinzentismo emocional instalado no país há vários meses, eis que o relatório PISA trouxe algumas boas evidências para Portugal.
E a melhor de todas, a que considero verdadeiramente paradigmática, foi omitida pela maioria dos órgãos de comunicação social: Mais de 90% dos alunos portugueses afirmaram ter uma imagem positiva dos seus professores!
        O relatório conclui que os professores portugueses são os que têm a imagem mais positiva de entre os docentes dos 33 países da OCDE, tendo em 2006 aumentado 10 pontos percentuais.
       O mesmo relatório conclui que os professores portugueses estão sempre disponíveis para as ajudas extras aos alunos e que mantêm com eles um excelente relacionamento.
        Estas evidências são altamente abonatórias para os professores portugueses e deveriam ter sido amplamente divulgadas pelos órgãos de comunicação social ( e pelos habituais “fazedores de opinião” luxuosamente remunerados que escrevem para os jornais ou são comentadores na rádio e na televisão) que ostensivamente consideram que os professores do ensino básico e secundário uma classe pouco profissional, com imensos privilégios e luxuosas remunerações…
        Uma classe profissional que deveria ser acarinhada e apoiada por todos, que deveria ter direito às melhores condições de trabalho (salas de aula, equipamento, formação, etc.) e que tem sido maltratada pelo poder político e por todos aqueles que tinham o dever de estar suficientemente informados para poder produzir uma opinião isenta para os demais membros da comunidade.
       Ao conjunto destas evidências acresce outra, onde o papel do professor é determinante: a inclusão.
        O relatório revela-nos que Portugal é o sexto pais da OCDE cujo sistema educativo melhor compensa as assimetrias sócio/económicas!
        E ainda refere que o nosso país tem a maior percentagem de alunos carenciados com excelentes níveis de desempenho em leitura.
        Nada acontece por acaso! Os professores portugueses são excelentes profissionais, pessoas que se dedicam de corpo e alma aos seus alunos, mesmo quando são vilipendiados e ofendidos por membros de classes profissionais tão corporativistas (ou mais!) que a dos professores!
        Como diz a quase totalidade dos alunos, os professores são excelentes pessoas que estão sempre disponíveis para ajudar os seus alunos. Esta é que é a realidade dos professores das escolas do ensino básico e secundário! Obviamente que, como em todas as demais classes profissionais, haverá excepções à regra, aqueles que não cumprem, não assumem as suas responsabilidades, não justificam o ordenado que recebem. Mas, assim como uma andorinha não faz a primavera, também uma ovelha negra não estraga um rebanho.
        Pergunto: porque se escondem os arautos da desgraça, detentores da verdade absoluta, que estão sempre na linha da frente para achincalhar os professores do ensino básico e secundário. Estranha-se o silêncio."

Texto de Margarida Rufino, in "Jornal de Cascais" de 09/01/2011

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Frases Sobre Liderança...


Um dos testes de liderança é a habilidade de reconhecer um problema antes que ele se torne uma emergência.” (Arnold Glasgow)

Assim que todo mundo concorda com uma idéia, um líder deve começar a trabalhar na próxima.” (Roger Enrico)

Para ser um líder, você tem que fazer as pessoas quererem te seguir, e ninguém quer seguir alguém que não sabe onde está indo.” (Joe Namath)

Os grandes líderes são como os melhores maestros – eles vão além das notas para alcançar a mágica dos músicos.” (Blaine Lee)

Liderança é fazer o que é certo quando ninguém está olhando.” (George Van Valkenburg)

O exemplo não é a principal coisa para se influenciar os outros: é a única coisa.” (Grenn Hubard)

"Aquele que nunca aprendeu a obedecer não pode ser um bom comandante." (Aristóteles)

  "A liderança é uma poderosa combinação de estratégia e carácter. Mas se tiver de passar sem um, que seja estratégia." (Norman Schwarzkopf)


"Um líder é alguém que sabe o que quer alcançar e consegue comunicá-lo." Margaret Thatcher


"O consenso é a negociação da liderança." Margaret Thatcher

"É melhor liderar a partir da rectaguarda e colocar outros à frente, especialmente quando estamos a celebrar uma vitória por algo de muito bom que aconteceu. Mas deves tomar a linha da frente quando há perigo. Desta forma as pessoas irão apreciar a tua liderança."  Nelson Mandela

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Presidente da República a Viver o Drama da Crise

«Tudo somado, o que irei receber do Fundo de Pensões do Banco de Portugal e da Caixa Geral de Aposentações quase de certeza que não vai chegar para pagar as minhas despesas porque como sabe eu também não recebo vencimento como Presidente da República».

«Mas não faço questão quanto a isso porque com certeza existem outros portugueses na mesma situação. Felizmente, durante os meus 48 anos de casado, eu e a minha mulher fomos sempre muito poupados e fazíamos questão de todos, todos os meses colocar alguma coisa de lado e portanto agora posso gastar uma parte das minhas poupanças e é por isso que eu não faço questão quanto a isso».

        Quando cerca de 10 000 euros por mês, não chegam... O que será do "Zé Povinho"?
        Vindo de quem vem... nem vou perder o meu tempo a comentar... pois as conclusões são óbvias para todo o português comum! Mas... penso que devíamos fazer todos mais uma "bequinha" para ajudar o nosso "Chefe Maior"!

 Ver notícia em: http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=2254297&page=-1

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Liderança Política - Dar o Exemplo ao Cidadão Comum


Comparo um país que vive em democracia (se é que existe algum), a um barco… a uma caravela! Um barco que depende do trabalho, da dedicação, da honestidade de todos. O comandante, o “veleiro”, o carpinteiro, o calafate, o cozinheiro … todos são importantes. Todos têm uma função! Todos têm direitos e deveres! Todos se respeitam e reconhecem que, sem o próximo, tudo se torna mais difícil. Todos contribuem para levar aquele barco a bom porto! O Comandante orienta, planeia, toma decisões! O Comandante dá o exemplo! Respeita e valoriza o trabalho de cada um! Motiva! Não faz jogo sujo, nem esconde quem é! Cooperativamente, todos ganham energia para seguir o rumo traçado pelo Comandante! Todos confiam nele! Gosto muito do provérbio moçambicano “Não se assinala o caminho apontando-o com o dedo, mas sim caminhando à frente”. Os nossos comandantes apontam um caminho, mas não o trilham. A nossa caravela (PORTUGAL), há muito que perdeu o seu timoneiro! É uma crise de liderança! "O líder é alguém que nos inspira a não 'apequenar' a vida, o trabalho, a empresa, a comunidade, a nação o mundo."(Mario Sergio Cortella, filósofo, consultor e professor - Maio 2005). A liderança política deixou de ser uma missão, para ser uma redoma de mordomias e de compadrio.
Há cerca de um ano, fazia uma viagem de avião entre os Açores e Lisboa. Em classe executiva viajavam vários políticos e pessoas de renome. Ao sair do avião, pela porta da frente, tive vergonha de ver o estado de limpeza onde viajaram aquelas pessoas. O chão estava cheio de papéis e lixo! As minhas filhas ficaram perplexas! Porque não viajam os políticos em classe económica? Porque a maioria dos ex-políticos são diretores e presidentes das grandes empresas públicas portuguesas? Porque existem empresas público-privadas? Até aqui é um faz de conta! Será pública ou será privada? É porque se fosse privada, a gestão seria com certeza diferente! Será que o ser pública, é uma forma de proteção daqueles que fazem uma gestão danosa privatizando apenas os seus cofres? O estado a cobrir os milhões perdidos pela incompetência de alguns? E as derrapagens financeiras das obras públicas? Parece que o português não entende que o que é público é de todos! É teu, é meu, é nosso! Custa a todos! Esbanja-se o que é público, porque há uma cultura enraizada que não custa, que não é nosso! Depois... Depois vem a "Troika"... Depois vem a austeridade... para os mesmos do costume...
Será que muitos políticos, quando andavam na Escola, riscavam as carteiras e o mobiliário escolar? Com os exemplos e políticas que vêm de cima, cada vez mais os nossos alunos, não sentem a Escola com sendo sua, dos seus antepassados e dos seus descendentes. O país é de quem? É nosso ou não é nosso? É uma realidade muito triste!
Nos últimos dias andou a circular na internet a seguinte mensagem, desconhecendo o autor que a lançou. Poderá ser um começo. Fica o desafio, já que muitos andam "mortinhos" para alterar a constituição:
 "Alteração da Constituição de Portugal para 2012 para poder atender o seguinte, que é da mais elementar justiça:
     1. O deputado será pago apenas durante o seu mandato e não terá reforma proveniente exclusivamente do seu mandato.

     2. O deputado vai contribuir para a Segurança Social de maneira igual aos restantes cidadãos. Todos os deputados ( Passado, Presente e Futuro) passarão para o actual sistema de Segurança Social imediatamente. O deputado irá participar nos benefícios do regime da S. Social exactamente como todos os outros cidadãos. O fundo de pensões não pode ser usado para qualquer outra finalidade. Não haverá privilégios exclusivos.
    3. O deputado deve pagar seu plano de reforma, como todos os portugueses e da mesma maneira.
    4. O deputado deixará de votar o seu próprio aumento salarial.
   5. O deputado vai deixar o seu seguro de saúde atual e vai participar no mesmo sistema de saúde como todos os outros cidadãos portugueses.

6. O deputado também deve estar sujeito às mesmas leis que o resto dos portugueses.
    7. Servir no Parlamento é uma honra, não uma carreira. Os deputados devem cumprir os seus mandatos (não mais de 2 mandatos), e então irem para casa e procurar outro emprego."