domingo, 28 de outubro de 2012

Mudança... A Coragem de Um País, no Coração de Um Político



        Anestesiados pelos fundos da União Europeia, fomos destruindo tudo o que era Nosso... Fomos destruindo os nossos recursos (parece uma espécie de armadilha em que caímos)... Um país que os nossos avós ergueram, está a desmuronar-se... Ainda nos sobram umas ovelhas... Ainda nos resta muito mar... Acordemos enquanto é tempo! Ouçamos a letra do Hino Nacional!
        Haverá alguém por aí com vontade e coração para comandar a coragem de um Povo?

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

9 710 539 940,09 €uros

        Um pequeno exemplo dos "n-liões" de euros saqueados dos bolsos de todos nós... "The party goes on"...!
       Será possível o Ser Humano viver numa Democracia? A Democracia, tal como uma determinada Religião, aos poucos vai perdendo crentes e praticantes, pois o Ser Humano utiliza-as como instrumentos para construir capas que eclipsam seu coração. Quem ainda acredita... nunca deverá deixar de acreditar e de viver com base nas suas essências, nos seus fundamentos e nos seus princípios.
        Ainda sobre a Religião, para aqueles que têm o coração aberto aos bons ensinamentos de qualquer credo ou verdadeira religião (todas defendem os mesmos valores/não falo de seitas), relembro os "7 pecados mortais" que estão na origem da crise económica, social e de valores em que vivemos. Infelizmente, existem dois tipos de fanatismos... o Religioso, que leva as pessoas a cometer barbaridades, promovendo o descrédito e levando as pessoas a esquecer a essência... e o anti-religioso (provavelmente devido ao 1º fanatismo), que visa destrtuir e profanar tudo o que é religioso, acabando por destruir e apagar da memória ("delete") a sua verdadeira essência. Há 50 anos atrás todos conheciam decor e salteado os "7 pecados mortais"... hoje poucos se lembram deles, mas todos nós os praticamos com uma enorme frequência!!! Quem está limpinho? Ninguém estará certamente, mas há quem faça deles a sua Religião, ou melhor... a sua Seita!
 
Avareza
"Demasiada ambição e apego ao dinheiro, desejo insaciável de adquirir bens materiais e enriquecer e desconfiança de outras pessoas".
Ira
"Quando se tem raiva de outra pessoa, uma pessoa agressiva ou sede de vingança."
Gula "É a vontade insaciável de comer para além do necessário, comer só pelo prazer."
Luxúria "Desejo e fixação pelos prazeres carnais, à sensualidade e sexualidade."
Soberba "Conhecida também por orgulho, querer ser e mostrar que é melhor do que os outros, falta de humildade e arrogância."
Preguiça
"Aversão ao trabalho ou prática de outras actividades físicas e mentais."
Vaidade "Demasiada ambição pela perfeição do aspecto físico, beleza, para impressionar os outros."
 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Hehaka Sapa

        Hoje termino uma série de cinco textos de índios americanos que nos ensinam a encarar a vida, a partir do que vem do coração e em comunhão com toda a natureza. São das leituras mais puras que leio, e o que mais admiro é que, independentemente da tribo ou da origem da mesma, existe uma coerência total entre aquilo em que acreditam e as suas ações ao longo da sua história... Tudo sem livros, sem leis escritas em papel... No nosso mundo dito civilizado, dificilmente encontramos duas pessoas, mesmos que vizinhos ou familiares que comunguem de tamanha coerência. Leis e mais leis... e num tribunal podem estar dois advogados a defender interpretações diferentes da mesma lei... Religiões e mais religiões, e poderão estar dois vizinhos de costas voltadas ... porque vêem um mesmo Deus de formas diferentes...
        Tudo se resume à Nossa Essência, a essência Humana, pois tudo lá está escrito, algures no miocárdio!
        Este último texto é extraordinário, pelo que representa para mim e pelas memórias que me desperta sobre as muitas conversas que meu pai teve comigo ao longo da minha infância e juventude. Ensinou-me que na vida tudo vai, mas tudo volta. Se hoje estamos bem da vida, nunca desprezar os que não estão e devemos dar-lhes a mão. Mais cedo ou mais tarde, se não formos nós a passar por dificuldades, um dos nossos descendentes (a nossa eternidade) passarão por elas. Tudo é um círculo... A vida é um círculo... provado pela lei de Lavoisier: "Na Natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". Tem tudo a ver com o número de sóis que nascem e que se põem ... O relógio não para...
 
        "Certamente já repararam que todas as coisas feitas por um índio são em forma de círculo.
        Os nossos tipis eram redondos como os ninhos dos pássaros e sempre dispostos em círculo. Assim era feito porque o poder do Universo age segundo círculos e todas as coisas tendem a ser redondas. Nos tempos antigos, quando éramos um povo forte e feliz, todo o nosso poder vinha do círculo sagrado da nação, e de tal forma que ele não foi quebrado.
        Tudo o que constitui o poder do Universo faz-se num círculo. o céu é redondo e também já ouvi dizer que a terra é redonda como uma bala e todas as estrelas também o são. Os pássaros fazem o seu ninho em círculo porque têm a mesma religião que nós. O sol eleva-se e põe-se num círculo, a lua faz o mesmo, e ambos são redondos.
        Mesmo as estações formam um grande círculo nas suas mudanças e voltam sempre aonde estavam. A vida do homem também se faz em círculo, desde a infância até à infância, e assim é para todas as coisas onde a energia se move."
 
        "A primeira Paz é a mais importante. É a que vem dentro das almas das pessoas quando estas se apercebem do seu relacionamento, da sua unidade com o universo e todos os seus poderes. É quando elas se apercebem que no centro do universo habita o Grande Espírito, e que este centro está realmente em toda parte... está dentro de cada um de nós. "

                                                                      Hehaka Sapa (Black Elk), índio Oglala

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Standing Bear

        "O velho Lakota estava preenchido com compaixão e amor pela natureza, e este vínculo aumentava com a idade. (...) É por isso que os velhos índios se enraizavam profundamente na terra, para não permanecerem separados das forças da vida. Sentar-se ou deitar-se sobre ela, permitia-lhes pensar profundamente e sentir a terra de uma forma mais vivificante. Observavam com uma maior clareza os mistérios da vida e sentiam-se mais próximos de todas as forças vivas que os rodeavam.
        O velho Lakota era um sábio. Também sabia que o coração do Homem afastado da natureza se torna áspero. Sabia ainda que o nosso esquecimento do respeito face a tudo com que se relaciona, a tudo o que brota da natureza e a tudo o que vive, leva igualmente a não respeitarmos o homem.
        Ao seu estilo e com a sua arte, ele procurava manter os mais novos sob a doce influência da natureza."
             
                                          Standing Bear, Chefe Lakota

Continuação de: http://serounaoserverdade.blogspot.pt/2012/10/tatanka-yotanka.html

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Pachgantschilhilas

        "Os homens brancos anunciavam bem alto que as suas leis eram feitas para todos, mas tornou-se rapidamente claro que, no momento em que as adoptássemos, não se importariam nada em quebrá-las.
        Os seus sábios aconselhavam-nos a adotar a sua religião, mas depressa descobrimos que existiam várias interpretações da mesma religião. Não conseguíamos compreendê-las, e dois homens brancos raramente estavam de acordo sobre qual se devia seguir. Isso aborrecia-nos muito até ao dia em que compreendemos que o homem branco não levava mais a sério a sua religião do que as suas leis. Eles mantinham-nas ao alcance da sua mão, como instrumentos, para os utilizar a seu bel-prazer nas relações com os povos estrangeiros."
 
                                                                        Pachgantschihilas, Chefe dos Delawares

Continuação de: http://serounaoserverdade.blogspot.pt/2012/10/tatanka-yotanka.html

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Tatanga Mani

        "Fui à escola dos homens brancos. Aprendi a ler os seus livros, os jornais e a bíblia. Mas descobri ainda a tempo que isso não era suficiente. Os povos civilizados dependem demasiado da página impressa.
        Virei-me para o livro do Grande Espírito que é o conjunto da sua criação. Podem ler uma grande parte deste livro estudando a natureza.
        Se pegassem em todos os livros e os estendessem debaixo do sol, e deixassem durante algum tempo a chuva, a neve e os insetos cumprirem a sua obra, nada deles restaria. Mas o Grande Espírito deu-nos a possibilidade, a vocês e a mim, de estudar na Universidade da Natureza das florestas, dos rios, das montanhas e dos animais que fazem parte."

 Tatanga Mani (Walking Buffalo), Índio Stoney


Continuação de: http://serounaoserverdade.blogspot.pt/2012/10/tatanka-yotanka.html

domingo, 21 de outubro de 2012

Tatanka Yotanka

       Nascido em Terras do Tio Sam, desde muito pequenino que os Índios Americanos e a sua Sabedoria me fascinam. Muitos Chefes Índios tornaram-se, numa primeira fase, nos meus ídolos. Aprendi a duvidar dos filmes de "cowboys", que pretendiam alimentar a opinião pública americana, baseando-se no patriotismo e dando a ideia de que os "Yankees" eram os bons da fita e o Índios uma "raça" assassina! Quando via um filme de cowboys, lá naquela sala do 1º andar da 2 Ritters Lane, Yonkers, Nova Iorque, ainda no colo de meu pai, apesar de ele apreciar estes filmes, sempre me contou histórias a favor dos Índios e exemplificava com a hipótese de alguém entrar em nossa casa, e ficar com ela! De ídolos durante a minha infância e adolescência, os Chefes Índios passaram ao meu curto rol de Mestres, à medida que fui colecionando primaveras. Muitos dos seus valores foram me ensinados pelos meus queridos pais.
        Hoje inicio, neste meu pedacinho de mundo, a publicação de uma série de pequenos textos de Chefes Índios, tão atuais como proféticos, onde a ganância da Espécie Humana e a construção de uma imagem, tendo por base o "intelecto, o científico e o tecnológico", tornou esta espécie na maior assassina e menos respeitadora pela Mãe Natureza, à face do Nosso Querido Planeta Terra. Cada uma das palavras invade-nos o coração, sobretudo àqueles que lutam por saborear a vida, respeitando o ser humano e toda a natureza na sua plenitude. É enorme a coincidência com a nossa realidade. "Enquanto não diminuirmos a nossa ênfase sobre o intelecto, o científico e o tecnológico, e dermos um lugar maior à intuição, que permitiu, durante tantos séculos, ao homem primitivo, incluindo o índio americano, viver em harmonia com o seu mundo, estaremos condenados como cultura" - Carl Rogers, in O Poder Pessoal.
        
        "Olhem, meus irmãos, a primavera chegou, a terra recebeu os beijos do sol e cedo veremos os frutos desse amor. Cada semente despertou, e da mesma forma, todos os animais estão cheios de vida.
        É a este poder misterioso que devemos, também nós, a nossa existência. É por isso que concedemos aos nossos vizinhos, mesmo aos nossos vizinhos animais, o mesmo direito a habitar esta terra que nós.
        No entanto, escutem-me, meus irmãos, devemos agora contar com uma uma outra raça, que era pequena e fraca quando os nossos pais a encontraram pela primeira vez, mas que hoje se tornou tirânica. Muito estranhamente, têm no seu espírito a vontade de cultivar o solo, e o amor de possuir é neles uma doença. Esse povo fez leis que os ricos podem quebrar mas os pobres não. Eles fixam taxas aos pobres e fracos para manter os ricos que governam. Eles reivindicam-nos a nossa mãe, a terra, apenas para si e entrincheirarem-se contra os seus vizinhos. Desfiguram a terra com as suas construções e os seus entulhos.
        Esta nação é como a torrente de neve derretida que, quando sai do seu leito, destrói tudo à sua passagem."
                                                            Tatanka Yotanka (Sitting Bull), grande Chefe Sioux